Aparas plásticas industriais: quais têm valor e como separar

Fardos de garrafas PET prensadas para reciclagem

Resposta rápida: as aparas plásticas industriais com mais valor são as limpas, separadas por tipo de resina e por cor, e geradas com regularidade. Aparas de PEAD, PEBD (filme), PP e PET costumam ter boa aceitação na reciclagem. O que mais derruba o valor é a mistura de resinas, a contaminação com etiquetas, óleo, metal ou terra, e o material sem identificação.

Quais tipos de aparas plásticas têm valor?

Na indústria, as aparas aparecem em várias formas: refugo de produção, filmes de embalagem, peças fora de especificação, borra de purga e embalagens usadas. O primeiro passo é saber qual é a resina. O símbolo de reciclagem com o número costuma vir gravado na peça ou indicado na ficha técnica do material.

Resina Onde aparece na indústria Observação para venda
PEAD (2) Bombonas, frascos, tampas, caixas Boa aceitação quando separado e sem resíduos do produto embalado.
PEBD (4) Filme stretch, sacos, embalagens flexíveis Filme limpo e transparente tende a valer mais que filme colorido ou impresso.
PP (5) Peças injetadas, ráfia, big bags, potes Separar ráfia e big bag das peças rígidas melhora a avaliação.
PET (1) Garrafas, fitas de arquear, embalagens Fitas e garrafas devem ficar separadas e sem mistura com PVC.
PS e PVC (6 e 3) Bandejas, perfis, tubos Aceitação mais restrita; a viabilidade depende da avaliação.

O que define o valor das aparas plásticas?

  • Tipo de resina: cada resina segue para uma cadeia de reciclagem diferente.
  • Separação: material com uma só resina vale mais que material misturado.
  • Cor: plástico natural ou transparente tem mais usos que o colorido.
  • Limpeza: etiquetas, adesivos, óleo, terra e restos de produto reduzem o aproveitamento.
  • Acondicionamento: fardos ou big bags organizados reduzem o custo de transporte.
  • Volume e frequência: geração recorrente permite programar coletas e negociar melhor.
  • Localização: a distância até o comprador entra na conta do frete.

Como separar as aparas plásticas na sua operação?

  1. Identifique as resinas geradas em cada linha ou setor.
  2. Crie um ponto de coleta para cada tipo, com identificação visível.
  3. Separe filme de peça rígida, porque seguem para processos diferentes.
  4. Evite contaminação: não misture com papelão, metal ou lixo comum.
  5. Enfarde ou ensaque o material e guarde em local coberto.
  6. Registre o volume mensal de cada tipo para facilitar a avaliação.

Por que vender apenas para empresa licenciada?

Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010, art. 27, §1º), contratar a coleta, o transporte ou a destinação não isenta o gerador da responsabilidade por danos causados por um gerenciamento inadequado. Se o comprador descartar o material de forma irregular, a empresa que gerou o resíduo também pode responder.

Por isso, antes de vender, peça a licença de operação do órgão ambiental (em São Paulo, a CETESB), o registro no Cadastro Técnico Federal do IBAMA e os documentos de cada retirada: nota fiscal, MTR e o Certificado de Destinação Final (CDF). A nota fiscal comprova a venda; o CDF comprova que o material teve destino ambientalmente correto, e é ele que sustenta a empresa numa auditoria ou fiscalização. O Grupo Maeda Recicla tem licenciamento na CETESB e cadastro no IBAMA e apresenta essa documentação na avaliação.

Na prática na Maeda

O Grupo Maeda Recicla atua há mais de 40 anos no setor, tem unidade dedicada a plástico e frota própria. A empresa compra aparas, refugos, filmes e peças plásticas de indústrias e centros de distribuição em São Paulo, com coleta programada e suporte documental. A avaliação considera resina, separação, volume, frequência e localização.

Veja como funciona a compra de plástico industrial ou solicite uma avaliação pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

Plástico misturado pode ser vendido?

Pode ser avaliado, mas a mistura de resinas reduz o valor e pode inviabilizar a compra. Separar por tipo é o que mais melhora as condições.

Filme plástico sujo tem valor?

Depende do nível de contaminação. Filme com muita terra, óleo ou etiqueta perde valor; vale manter o material limpo e coberto desde a geração.

Como saber qual é a resina do meu plástico?

Procure o número dentro do símbolo de reciclagem na peça ou consulte a ficha técnica com o fornecedor. Na dúvida, envie fotos para a avaliação.

Preciso prensar o plástico para vender?

Não é obrigatório, mas fardos ou big bags organizados reduzem o custo de transporte e tendem a melhorar a negociação.

Sua empresa gera esse material?

Envie o tipo de material, o volume, a frequência e a localização. A equipe da Maeda avalia a operação e retorna com as condições.